4. Substâncias não-nutritivas
resultantes da digestão de carne animal tendem a ser irritantes carcinogênicos.
A necessidade mínima diária de proteína, que peritos nutricionistas calculam
ser entre setenta e noventa gramas, é facilmente preenchida com produtos lácteos
e alimentos do reino vegetal. Encontramos proteína em ampla quantidade no
leite, queijo, iogurte, trigo integral, milho, muitas variedades de nozes e feijões,
e alguns vegetais. Assim, vegetais, frutas, grãos e produtos lácteos
constituem uma dieta perfeitamente balanceada. Consumir carne animal, por outro
lado, resulta em proteína excessiva, que produz males do fígado, pressão
sanguínea alta e endurecimento das artérias.Além disso, carne animal contém
muitos elementos tóxicos, tais como:
1. Dejetos da corrente sanguínea do
animal morto, germes, e drogas injetadas para compensar doenças animais.
2. Toxinas do medo, despejadas na
corrente sanguínea do animal no momento do abate.
3. Bactérias da decomposição
putrefaciente, que começam a medrar assim que o animal morre. Porque carne é
um excelente isolante, nem todas estas bactérias são mortas por cozinhar.
Devido a alimentação forçada, engaiolamento, e outras práticas antinaturais, animais criados para o abate
sofrem de dúzias de doenças, tais como febre aftosa, febres, condições
catarrentas, câncer, tuberculose e mastite. Além disso, as aves freqüentemente
vem impregnadas de estrogênios, que por sua vez podem causar câncer.
Imediatamente depois que um animal é abatido, dá-se o rigor mortis e o
processo de decomposição toma conta. Assim, comer carne sempre envolve consumo
de carne decomposta junto com seus perigos inerentes para a saúde. A implementação
de proteção animal a nível internacional seria um grande passo para a frente,
no sentido de resolver a crise alimentar mundial.
Além de tudo acima, deve-se notar
os seguintes ítens:
1. Abater animais causa sofrimento
extremo. Animais são criaturas sensíveis com sentimentos como os seres
humanos. As vacas especialmente, conseguem sentir que irão ser abatidas e vivem
em constante medo.
2. Não temos nenhum direito de
acabar artificialmente com a vida de qualquer criatura, especialmente da vaca,
que aleita nossa progênie e toda sociedade humana com seu leite.
3. Matar animais gera profunda
insensibilidade para com todos seres, sadismo e irreverência geral. Pitágoras
ensinava: "Aqueles que matam animais para comer serão mais propensos que
os vegetarianos a torturarem e matarem seus companheiros humanos."
O
Verdadeiro Custo do Bife
Sofrimento
Animal
O gado é exposto a duras condições,
manejo bruto, e freqüentemente franco abuso e crueldade no decorrer de suas
curtas vidas.
- O gado rotineiramente é castrado,
seus chifres arrancados, e marcado a ferro quente sem anestesia. Estes
procedimentos são realizados somente para benefício econômico e conveniência
dos produtores de carne.
- O gado aguenta condições climáticas
extremas, desde tempestades até secas ao pastar a céu aberto. Muitos animais
sofrem e morrem de frio, sede, fome, doenças intratadas, predadores, e
envenenamento por plantas tóxicas.
- Após diversos meses no campo, o
gado é transportado para locais de engorda onde são engordados com grãos.
Num típico local de engorda,
dezenas de milhares de animais são apinhados em áreas lamacentas, infestadas
de moscas, e cheias de estrume, onde o "stress" os torna suscetíveis
ao stress de viagem com febre e outras dolorosas doenças debilitantes.
- Porque o gado fisiologicamente não
se adapta a comer grandes quantidades de grãos, a mudança abrupta na dieta de
grama para grãos causa dolorosos problemas digestivos.
-
Defender-se das moscas pode fazer com que o gado perca meia libra de peso
por dia, assim os produtores de carne pulverizam regularmente o gado da
engorda com inseticidas altamente tóxicos.
- Para
aumentar o ganho de peso e reduzir os custos, algumas engordas começaram
a experimentar adicionando papelão, jornais, serragem e mesmo pó de
cimento à ração. Outros adicionam estrume de aves e suínos ou esgoto
industrial e óleos.
-
Quando o gado da engorda chega a 1.100 libras, são transportados por
caminhão até os matadouros. Animais transportados freqüentemente são
manejados com brutalidade, levam choques elétricos de aguilhões, são
batidos, chutados e arrastados. Podem ser privados de alimento e água, e
sofrer extremos climáticos por longos períodos. Caminhões para gado
freqüentemente vão super-lotados, o que resulta em quedas, pisoteamento,
e sofrimentos por lesões durante o transporte.
-
Aqueles animais que sofrem quebra de pernas, pelve, pescoço, ou costas e
que de outro modo não podem mais locomover-se para fora dos caminhões, não
tem eutanásia humana. Em vez disso, eles rotineiramente são acorrentados
pelo pescoço ou perna e arrastados para fora dos caminhões até o piso
do matadouro, onde, muitas vezes agonizando de dor, chegam a esperar horas
para ser abatidos.
-
Animais que estão doentes demais para serem abatidos não recebem
eutanasia. Em vez disso, podem ser jogados na "pilha de mortos"
e deixados para morrer de doença, sede, fome ou hipotermia.
-
Mesmo hoje em dia, o processo de abate permanece primitivo e violento.
Animais entram no abatedouro um a um. Cada um é atordoado por um revólver
pneumático e, ao sucumbir de joelhos, prendem uma corrente num casco
traseiro, levantando mecanicamente o animal até o alto. Operários com
longas facas então cortam a garganta de cada animal, na veia jugular e
carótida, deixando o animal para sangrar até a morte pendurado de cabeça
para baixo.
-
Embora seja requisito do Federal Humane Slaughter Act de 1958 e 1978 (com
excessão de abate kosher e outros religiosos) praticar o atordoamento, na
verdade, nem sempre é feito com sucesso devido à incompetência,
indiferença, ou equipamento deficiente.
-
Abate kosher é particularmente cruel porque os animais não são
atordoados. Plenamente conscientes e aterrorizados, eles são içados de
cabeça para baixo por uma perna para aguardarem o abate.
- Mais
que 100.000 cabeças de gado são abatidas a cada 24 horas nos E.U.A..
- O
Americano comum come 7 bois de 1.000 libras em toda sua vida.
-
Vitelas (bezerros) estão entre os animais de fazenda mais desumanamente
tratados. São retirados de suas mães ao nascerem, para passarem sua vida
inteira acorrentados pelo pescoço e isolados em estreitos currais de
madeira (chamados "boxes") desenhados para limitar movimentos.
Falta de exercício e uma dieta líquida de um substituto do leite, que é
deliberadamente deficiente em ferro, atrasam o desenvolvimento dos músculos
a fim de criar carne pálida, tenra ("branca"). Bezerros de
vitela frequentemente ficam anêmicos, muitas vezes sofrendo de diarréia
crônica e fraqueza. Muitos morrem antes do abate.
- Em
muitos estados dos EUA, se um produtor de carne tratasse seu cão da
maneira que rotineiramente trata seu gado, ele seria preso, processado e
multado ou encarcerado, e seu cão seria confiscado.
Fome
e Pobreza Global
Produção
de carne causa fome e pobreza humana, ao desviar grãos e terras férteis
para sustentar gado em vez de pessoas. Nos países em desenvolvimento, a
produção de carne perpetua e intensifica a pobreza e injustiça,
particularmente se a ração do gado ou aves é produzida para exportação.
- Na
Africa, quase uma entre três pessoas está subnutrida. Na América
Latina, quase uma entre cada sete pessoas deita-se com fome toda noite. Na
Asia e no Pacífico, 27% das pessoas vivem à beira da morte por inanição.
No Oriente Próximo, uma em nove está subnutrida.
- Fome
crônica e doenças relacionadas afetam mais que 1,3 bilhões de pessoas,
segundo a Organização Mundial da Saúde. Nunca dantes na história da
humanidade tão grande percentual de nossa espécie - mais que 30% -
esteve subnutrido.
-
Subnutrição afeta quase 40% de todas crianças nas nações em
desenvolvimento e contribui diretamente para uma estimativa de 60% de
todas mortes infantis, segundo a U.S. Agency for International Development.
Mais de 15 milhões de crianças morrem a cada ano de doenças resultantes
de, ou complicadas por, subnutrição.
-
Quase a metade da massa de terra do globo é usada como pasto para gado e
outras criações. Em pastos muito férteis, 2,5 acres podem sustentar uma
vaca por ano. Em pastos de qualidade marginal, é preciso 50 ou mais
acres.
- Nos
anos 60, com ajuda de empréstimos do Banco Mundial e do Inter American
Development Bank, muitos governos da América Central e do Sul começaram
a converter milhões de acres de floresta amazônica e terras rurais em
pastos para o mercado internacional de carne. Entre 1971 e 1977, mais de
US$ 3,5 bilhões em empréstimos e assistência técnica foram para a América
Latina para produção de gado.
- Em
Costa Rica, interesses pecuaristas desmataram 80% das florestas amazônicas
em apenas 20 anos, transformando a metade da terra arável em pastos para
o gado. Hoje em dia, apenas 2.000 famílias de fazendeiros poderosos
possuem mais da metade da terra produtiva de Costa Rica, com 2 milhões de
cabeças de gado pastando, sendo a maior parte da carne exportada para os
E.U.A.
- No
Brasil, 4,5% dos proprietários de terras possuem 81% das terras de
fazendas, enquanto 70% das famílias rurais são "sem terras".
Entre 1966 e 1983, quase 40.000 milhas quadradas de floresta amazônica
foram desmatados para desenvolvimento comercial. O governo brasileiro
estima que 38% de toda floresta tropical destruída durante este periodo
pode ser atribuída ao desenvolvimento pecuarista de grande escala, que
beneficia apenas alguns poucos fazendeiros ricos.
-
Nos países em desenvolvimento, os pobres não recebem nenhum benefício
da criação pecuária. A produção de carne moderna é de investimento
intensivo e utiliza pouca mão-de-obra. A usual fazenda pecuarista de
floresta tropical emprega uma pessoa por 2.000 cabeças de gado, ou
aproximadamente uma pessoa por 12.000 milhas quadradas. Por contraste, a
agricultura pode muitas vezes sustentar 100 pessoas por milha quadrada.
-
Quando a terra nos países em desenvolvimento é usada para produzir ração
para as criações, grande parte para exportação, há menos terra disponível
para os lavradores plantarem seu próprio alimento, e assim há menos
alimento disponível. Como resultado, os preços dos alimentos básicos
sobem, e o impacto é mais sentido pelos pobres. No Brasil, feijão preto,
há muito tempo um alimento básico para os pobres, está ficando mais e
mais caro, conforme os fazendeiros trocaram para plantio de soja para o
mercado internacional de rações, mais lucrativo.
Saúde
Prejudicada
Carne
contém altos níveis de colesterol e gordura saturada e freqüentemente
vem contaminada por substâncias químicas e doenças. A carne pode bem
ser um dos alimentos mais malsãos do mercado atualmente.
-
Quase 70%, ou 1,5 milhões das 2,1 milhões de mortes nos E.U.A. em 1987,
foram por doenças associadas à dieta - particularmente dietas com
elevada taxa de gordura saturada e colesterol, segundo o relatório do U.S.
Surgeon General.
- Em
1990, o maior estudo jamais feito sobre os efeitos de consumir alimentos
de origem animal confirmou os resultados dos estudos anteriores que
mostravam elevada correlação entre consumo de carne e a incidência de
doença cardíaca e câncer. Os pesquisadores envolvidos monitoraram os hábitos
alimentares de 6.500 pessoas vivendo em 25 províncias da China.
- O
estudo chinês descobriu que os chineses consomem 20% mais calorias que os
americanos, mas que os Americanos são 25% mais gordos. Isso é porque 37%
das calorias na dieta americana provém da gordura, ao passo que menos de
15% das calorias da dieta rural chinesa provém da gordura. O estudo também
descobriu que 70% da proteína na dieta ocidental vem de fontes animais e
30% de plantas. Na China, apenas 11% vem de produtos animais e 89% de
plantas.
-
Carne contém a mais alta concentração de herbicidas dentre todos
alimentos vendidos na América, segundo o National Research Council (NRC)
da National Academy of Sciences. 80% de todos herbicidas usados nos E.U.A.
são pulverizados no milho e soja, que são usados primariamente como
alimento para o gado. Quando consumidas pelo gado, as substâncias químicas
acumulam em seus corpos e são repassadas aos consumidores nos bifes
cortadinhos do açougue.
- A
carne é a segunda, após os tomates, na lista de alimentos que oferecem
maior risco cancerígeno devido a contaminação por pesticidas. Figura
como terceira em termos de contaminação por inseticidas entre todos
alimentos no mercado hoje em dia. Carne contaminada com inseticidas
representa quase 11% do risco total de câncer para o consumidor devido a
pesticidas, segundo o NRC.
- Mais
de 95% de todo gado de engorda nos E.U.A. estão atualmente recebendo hormônios
que promovem crescimento e outros farmacêuticos, cujos resíduos podem
estar presentes nos cortes de carne.
- A
fim de acelerar o ganho de peso, administradores das "engordas"
dão hormônios estimuladores do crescimento e aditivos alimentares. Esteróides
anabolisantes, na forma de pequenos implantes liberados a longo prazo, são
implantados nas orelhas dos animais. Os hormônios lentamente penetram na
corrente sanguínea, aumentando os níveis hormonais de duas a 5 vezes. O
gado recebe estradiol, testosterona, e progesterona.
- Em
1988 mais de 15 milhões de libras de antibióticos foram usados como
aditivos alimentares para criações nos E.U.A.. As drogas foram usadas
para promover o crescimento e combater as doenças que correm à solta,
violentas, nos currais e granjas de engorda superlotados, contaminados.
Enquanto a indústria pecuarista declara que parou com o uso generalizado
de antibióticos na ração do gado, tais antibióticos ainda estão sendo
dados às vacas leiteiras, as quais fornecem 15% de toda carne consumida
nos E.U.A.. Resíduos de antibióticos muitas vezes aparecem na carne que
as pessoas consomem, tornando a população humana cada vez mais vulnerável
a variedades mais virulentas de bactérias causadoras de doenças.