
Essa cláusula, que levantou a repulsa
dos
defensores
de
animais
em
todo
país,
permitiria
a
reabertura
de
matadouros
de
cavalos
para
consumo
humano
desta
carne
nos
próximos
meses.
A
última
destas
instalações
fechou
em
24
de
maio
de
2007.
Grupos
como
o
Animal
Welfare
Institute
e
Peta
(People
for
the
Ethical
Treatment
of
Animals)
saíram
em
massa
para
denunciar
a
medida,
por
considerar
que
o
"massacre"
de
cavalos
constitui
um
tratamento
"cruel"
e
"desumano".
A Peta se opõe aos matadouros, mas considera que se esta lei os permite, pelo menos nos Estados Unidos "sofrerão menos" do que se ficarem expostos a "espantosas viagens" fora do país para seu sacrifício, como ocorria até agora. "Nos opomos claramente aos matadouros em geral, mas buscamos diminuir a crueldade (contra os animais) onde pudermos", disse o porta-voz da Peta David Perle.
Segundo
a
Humane
Society
of
the
United
States,
os
matadouros
nos
Estados
Unidos
também
não
são
uma
alternativa
aos
do
exterior,
onde
se
transportam
os
cavalos
"em
vagões
amontoados,
sem
comida,
água
nem
descanso".
A
cada
ano,
cerca
de
140
mil
cavalos
americanos
são
enviados
a
locais
de
abate
no
Canadá
e
México,
às
vezes
em
condições
que
não
cumprem
com
as
normas
veterinárias
do
Departamento
de
Agricultura
(USDA,
na
silga
em
inglês),
segundo
os
ativistas.
O USDA prometeu que, caso abra um matadouro no país, o fará cumprir as leis federais que regem esse negócio. Contudo, algumas organizações mantêm seu ceticismo a respeito.
"Por
que
vou
acreditar
na
USDA
agora,
se
antes
não
fizeram
valer
as
regulações
nestes
matadouros?
As
pessoas
na
Europa
tem
que
saber
que
esta
carne
não
é
segura",
disse
Diana
Pikulski,
diretora
de
assuntos
externos
da
Thoroughbred
Retirement
Foundation,
que
oferece
programas
de
auxílio
para
os
cavalos.
"Além
disso,
o
número
de
postos
de
trabalho
gerados
pela
reabertura
de
matadouros
é
insignificante,
e
posso
assegurar
que
a
opinião
pública
continuará
contra",
acrescentou.
Os
poucos
grupos
que
apoiam
os
abatedouros
disseram
que
a
proibição
imposta
há
cinco
anos
só
gerou
o
abandono
e o
tratamento
negligente
de
muitos
animais,
e
impulsionam
a
abertura
desses
estabelecimetnos
em
estados
da
região
central
dos
EUA.
Disseram
que,
no
meio
da
crise
econômica
atual,
muitos
donos
de
cavalos
os
abandonaram
devido
ao
alto
custo
de
sua
manutenção.
De
fato,
um
relatório
do
Escritório
de
Supervisão
do
Governo
(GAO,
em
inglês)
de
junho,
aumentou
as
investigações
de
abandono
destes
animais
desde
2007
e,
só
no
Colorado,
o
número
de
pesquisas
subiu
de
975
em
2005
para
cerca
de
1,6
mil
em
2009.
Calcula-se
que
a
população
equina
nos
EUA
oscilE
entre
7 e
9
milhões,
com
uma
idade
média
de
10,4
anos.
Em
2005,
cerca
de
90
mil
cavalos
foram
enviados
a
matadouros
e
preparados
para
o
consumo
no
estrangeiro,
segundo
o
site
"Stop
Horse
Slaughter".
A
carne
de
cavalo
é
considerada
uma
especiaria
em
algumas
partes
da
Europa
e da
Ásia.
Entre
os
principais
países
consumidores
estão
França,
Itália,
Bélgica
e
Japão.
Nos EUA, no entanto, o consumo de carne de um animal intimamente ligado ao Velho Oeste é um tema tabu - eles são utilizados apenas em esportes ou como animais de estimação - e, segundo os ativistas, não há propaganda capaz de estimular o apetite por seu consumo entre os americanos.
Para a população americana, ávida por histórias com um final feliz, o lugar destes equinos está nos campos e pradarias, não em uma mesa bem posta.


