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Milhares
de bezerros são mortos, criados em gaiolas
minúsculas para que não desenvolvam nem enrijeçam
músculos, a fim de serem abatidos e vendidos como
VITELA ou BABY BEEF, que é considerada uma carne
nobre por sua maciez.
Vitela ou Baby
Beef – o que você não vê
Sendo uma carne alva, tenra e considerada
deliciosa, a vitela é apreciada em todo o mundo.
Conseqüentemente, é uma das comidas mais caras que
se conhece, o que estimula a ambição dos criadores,
em sua ânsia por lucros. Assim que nascem, as
pequenas vacas são retiradas da presença da mãe e
isoladas em compartimentos individuais onde recebem
um banho frio e passam a se alimentar com leite
fornecido não em tetas, mas em recipientes ou
canaletas. O ato de sugar, importante para esses
pequenos seres, não lhes é permitido, o que produz
um alto índice de ansiedade. Costumam então sugar
qualquer coisa que lhes é dada, como dedos, pontas
de roupas, etc.
Confinamento
Sua carne deve ser branca e macia. Para
isso é necessário que os músculos dos animais não se
tornem avermelhados, como os tecidos de vacas
adultas. A técnica de produção da vitela mostra que
é preciso evitar a atividade muscular para impedir a
oxigenação dos músculos. Para isso, os animais devem
ser mantidos em pequenas celas que impeçam seus
movimentos. Depois de um tempo, os animais são
forçados a permanecer em pequenos currais
individuais onde somente conseguem ficar de pé com o
pescoço virado para a direita ou para a esquerda. Em
dias alternados, funcionários mudam a cabeça do
animal cada dia para um lado. Raramente têm a cabeça
voltada para frente com o pescoço esticado, pois
isso permitiria a movimentação dos músculos do
pescoço. Esse processo é mais comum algumas semanas
depois do nascimento.
Alimentação
Ainda para evitar o tingimento dos
músculos, os bebês são forçados a uma dieta
completamente isenta de ferro, o que lhes provoca
uma fraqueza profunda. A ausência do mineral em seus
corpos produz uma grande ansiedade por tudo aquilo
que possa conter ferro, mas até a água que lhes é
fornecida é desmineralizada, Por isso os animais
lambem pregos e material metálico das celas e até
mesmo sua própria urina.
O sofrimento
do bezerro
Visitar uma área de criação de vitela é
como estar em um campo de concentração infantil. Os
novilhos olham para os visitantes e se aproximam
como quem pede ajuda. Tentam sugar dedos ou pedaços
de roupas, enchem os olhos de lágrimas e emitem sons
guturais estranhos. Esse sofrimento não dura mais
que três meses, quando já estão prontos para o
abate. São então levados para um local onde são
cruelmente mortos , em geral com um corte profundo
na jugular, para perder todo o sangue lentamente.
Paladar
refinado?
Todo ano, só nos EUA cerca de um milhão de
bezerros são mortos para servir aos refinados
apreciadores de uma boa carne.(!?!) O hábito de
comer vitela começou provavelmente quando vacas
grávidas morriam e serviam de refeição. Percebeu-se
que o feto tinha uma carne de textura muito tenra.
Depois vieram os métodos para manter a carne do
bezerra macia por mais tempo. Por isso hoje se
consegue essa façanha com animais de até três meses
de idade. Muitos deles morrem antes de completar
três meses de nascidos, alguns por infecções (uma
vez que seu sistema imunológico é frágil devido à
anemia), outros por doença de causa desconhecida.
Apresentam diarréias constantes e ficam cada vez
mais tristes, até se entregar à morte libertadora.
Sua carne, mesmo nesses casos, é direcionada para os
restaurantes.
Vacas e seus
bezerros
Vacas são mães atenciosas e sensíveis.
Basta ver como lambem carinhosamente as suas crias e
como essas necessitam da companhia de suas mães. Não
se permite nem ao menos que as vacas vejam a sua
cria, pois do contrário não conseguiriam permanecer
tranqüilas. Elas costumam agitar-se e gritar
desesperadamente quando são afastadas do filhote. E
assim começa uma das maiores crueldades que o ser
humano pode cometer contra os animais: a indústria
da vitela.
Vitela x
produção de leite
É possível entender perfeitamente a origem
dessa doença “de causa desconhecida”. Se um bebê
humano, imediatamente afastado de sua mãe ao nascer,
for amamentado artificialmente, estando preso a um
berço que limite os seus movimentos, sem receber
carinho de forma alguma, sentindo fraqueza
constante, certamente viverá bem menos que uma
vaquinha. A produção de leite também implica
crueldade com os animais. Milhares de bezerros são
mortos, depois de serem criados em gaiolas
minúsculas para que não desenvolvam nem enrijeçam
músculos e sejam abatidos e vendidos como se fossem
vitelas. Ao tomar o seu “leite”, a pessoa torna-se
cúmplice dessa produção e do abate indiscriminado de
bezerros.
Produção de
leite
Atualmente uma vaca produz dez vezes mais
leite do que sua natureza permitiria. São tratadas
como máquinas: não tomam sol, não amamentam seus
filhotes, recebem doses de hormônios, sentem dores
(basta ver o tamanho das tetas de uma vaca leiteira)
e algumas contraem infecções. Quando estão exaustas
são abatidas. Muitos animais doentes, que mal podem
se levantar, são arrastados para os matadouros assim
mesmo, para não haver desperdício. Não podemos nos
esquecer dos bezerros que são vendidos para rodeios,
onde sofrem fraturas de coluna, patas, hemorragias,
e são quase sempre abatidos de forma cruel. Nos
Estados Unidos, defensores da alimentação
vegetariana e dos direitos dos animais afirmam que,
se um produtor de carne tratasse seu cão da maneira
como rotineiramente trata seu gado, seria multado,
processado e provavelmente preso – e teria seu cão
apreendido.
Fonte: Instituto Nina
Rosa |