O MOVIMENTO 

Em janeiro de 2007, o jornalista e memorialista, Ademir Médici, denunciou em sua coluna Memória no Diário do Grande ABC, a intenção do Prefeito de São Bernardo de construir uma Escola Ambiental no interior da Chácara Silvestre, mas que para executar tal projeto, se faziam necessário o corte de 341 árvores. 

A Coluna trouxe vários apelos pedindo socorro, tentando sensibilizar a população para defender esse derradeiro espaço verde urbano, e tão importante patrimônio histórico-cultural da nossa cidade.

Come
çou-se então a coleta de assinaturas em abaixo assinado. Quase que diariamente, a coluna informava o número de assinaturas e o nome de quem as coletava.

Ap
ós vários apelos, um grupo de sindicalistas, junto com representantes de  entidades populares, principalmente as do entorno, convocaram uma manifestação dentro da Chácara Silvestre. O evento aconteceu às 10h do dia 15 de fevereiro de 2007, e contou com a participação de cerca de 300 pessoas. Entre  elas, haviam representantes da sociedade civil organizada; parlamentares e moradores do entorno. Nesse dia nasceu o movimento SOS CHÁCARA SILVESTRE.

Nesse evento criou-se uma Comissão Permanente para encaminhar as demandas.

Seguiu-se com o abaixo assinado. Coletou-se cerca de 4000 assinaturas, que foram entregues junto com um documento do Movimento SOS Ch
ácara Silvestre, ao Presidente da Câmara Municipal, e no Gabinete  do Prefeito, com um pedido de audiência e algumas sugestões de outro locais para a construção da Escola Ambiental, pois não tínhamos nenhuma informação oficial sobre o projeto, nos baseávamoso somente pelas matérias dos jornais. Mas não recebemos nenhum retorno sobre as nossas reivindicações.

Por um curto tempo, o assunto deixou de ser explorado pela imprensa, e assim ficamos em estado de alerta.

Em julho o tema volta a baila e Paulismar Duarte, em nome do Conselho Popular da Vila S
ão Pedro, faz uma intervenção na primeira reunião da atual gestão do COMPAHC (Conselho do Patrimônio Histórico-Cultural), e expõe a preocupação dos moradores do entorno, principalmente pela falta de informações oficiais do projeto, e afirma publicamente pela primeira vez, que na qualidade de Vice Presidente daquele Conselho, está disposto a levar essa discussão para os tribunais, já que o Executivo Municipal não abre o debate para a sociedade.

Ap
ós muitas notícias sobre a pressa do prefeito em iniciar as obras da Escola, no dia 20 de setembro a Comissão do SOS Chácara Silvestre se reúne e decide convocar uma manifestação no interior da Chácara no dia 27 do corrente.

No dia 25 de setembro de 2007, alguns membros do movimento ficam sabendo que a Secretaria de Educa
ção convocou uma  Audiência Pública para o dia seguinte, onde será apresentado o projeto à população.

Foi o primeiro golpe sofrido pelo movimento, pois o tempo era insuficiente para mobilizar as pessoas interessadas para discutir o debate. Sabíamos que o Executivo iria colocar peso naquele evento. Dito e feito. O Teatro Cacilda Becker ficou parcialmente lotado  por funcionários comissionados da prefeitura, principalmente da Secretárias de Educação; Habitação e Meio Ambiente, e da Câmara Municipal. O Movimento SOS Chácara Silvestre estava representado pelos guerreiros, Ademir Médici e Paulismar, e as guerreiras Léo Gnan; Ivete Médici e Drª Ana Rui (advogada). Havia mais duas pessoas solidárias a nossa causa, Lígia e Patrícia. Fomos massacrados, mas ficamos firmes até o final do evento.

No dia seguinte realizamos a nossa manifesta
ção no interior da Chácara Silvestre, conforme deliberado em nossa reunião.

No dia 03/10/07, realizamos a nossa primeira reuni
ão na Casa da Comunidade no Jardim Palermo, onde várias pessoas novas aderiram ao nosso Movimento.

No dia 11/11/07, o Conselho Popular da Vila S
ão Paulo, solidário a nossa luta, protocolou através do Dr. Rogério Gonçalves, uma Ação Civil Pública com pedido de liminar, para impedir a construção da Escola Ambiental no interior da Chácara Silvestre. Paulismar Duarte, assinou a procuração na qualidade de Vice-Presidente da entidade irmã.

No dia 25/10/07 a juíza Maria Laura de Assis Moura Tavares, nega o pedido de liminar.

Em seguida a Promotora do Meio Ambiente, Dr
ª Rosângela Staurenghi, apresenta à juíza, pedido de reconsideração da liminar.

No dia 31/10/07
a juíza mantém a sua posição e nega o pedido de reconsideração da liminar.

No dia 01/11/07
Realizamos manifestação em frente a Chácara Silvestre com o objetivo de sensibilizar os conselheiros do COMPAHC para revogarem a decisão de permitir a construção da Escola em tela. Mas o movimento sofre sua maior derrota: o COMPAHC mantém a sua posição, e logo que deixamos o local, uma retroescavadeira adentra o interior da Chácara e inicia a obra, retirando parte do gramado do lado.

No dia 08/11/07 - Promotora do Meio Ambiente distribui no Superior Tribunal de Justi
ça do Estado de São Paulo, agravo de instrumento em relação ao pedido de liminar.

No dia 09/11/07
o Dr. Rogério Gonçalves distribui no mesmo Tribunal, o nosso agravo.

No dia 05/11/07
tivemos uma grande vitória: o Dr. Torres de Carvalho deferi o agravo da Promotoria do Meio Ambiente, mandando suspender a obra de Construção da Escola Ambiental em litígio.

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