O movimento SOS
Chácara Silvestre realiza em 13 de dezembro
uma audiência pública para discutir o projeto
de construção da escola ambiental na Chácara,
planejada pela Prefeitura. O projeto implica
da derrubada de 33 árvores e na remoção de
outras 45.
Nesta
quinta-feira (29/11), o STJ (Superior Tribunal
de Justiça) decidiu manter a liminar concedida
ao movimento SOS Chácara Silvestre para
impedir a derrubada de árvores na Chácara. A
decisão de manter a liminar foi tomada por
unanimidade entre os três desembargadores que
julgaram a ação.
A Chácara
Silvestre, que tem 131 mil metros quadrados, é
a maior área verde da zona urbana de São
Bernardo. Com a decisão do STJ, o processo
sobre a interrupção das obras na Chácara será
remetido novamente para a juíza Maria Laura
Tavares, da Vara de Fazenda Pública. A ação
contra a realização da obra na Chácara e o
corte e remoção das árvores, foi apresentada
pelo movimento SOS Chácara Silvestre. A juíza
Maria Laura negou o pedido de interrupção das
obras sob o argumento de que haveria
"reparação ambiental suficiente" por parte da
Prefeitura.
Porém, em
setembro, pouco antes de a ação ser
apresentada contra a Prefeitura, o pai da
juíza, Antonio de Pádua Assis Moura, havia
sido contratado em cargo de indicação pela
Secretaria de Habitação e Meio Ambiente. A
notícia da contratação de Antonio de Pádua
Assis Moura foi publicada pelo ABCD MAIOR no
dia 12 de novembro. Quatro dias depois, ele
foi exonerado do cargo.