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ABCD MAIOR -
30/01/2008
por Liora Mindrisz
SOS Chácara Silvestre marca ato para fevereiro
Evento vai comemorar
um ano de luta do grupo, que tenta impedir
desmatamento no local
O
grupo SOS Chácara Silvestre, criado para
tentar impedir a construção da Escola
Ambiental na Chácara, em São Bernardo, se
reuniu na noite de quarta-feira (30/01) na
Casa da Comunidade, no Bairro Nova
Petrópolis. Na reunião ordinária, foi
decidido que haverá um novo ato na Chácara
Silvestre no dia 15 de fevereiro (às 10h),
data em que o movimento completa um ano de
existência. O projeto da Prefeitura de São
Bernardo de construção da escola ambiental
prevê a derrubada de 33 árvores e remoção de
outras 45.
Em novembro
do ano passado, o STJ (Superior Tribunal de
Justiça) decidiu manter a liminar concedida
ao movimento para impedir a derrubada de
árvores da Chácara Silvestre, que é a maior
área verde urbana de São Bernardo. Assim, o
processo sobre a interrupção das obras foi
novamente remetido para a juíza Maria Laura
Tavares, da 1° Vara de Fazenda Pública, que
indeferiu.
Decisão polêmica -
Porém, descobriu-se
depois que, em setembro, o pai da juíza,
Antonio de Pádua Assis Moura, havia sido
contratado em cargo de indicação pela
Secretaria de Habitação e Meio Ambiente.
"Por esse motivo, nós entendemos que ela
deveria se declarar impedida (de decidir
sobre o caso)", argumenta Paulismar
Duarte, presidente do SOS Chácara Silvestre.
A notícia da
contratação de Assis Moura foi publicada
pelo ABCD MAIOR no dia 12 de novembro.
Quatro dias depois, ele foi exonerado do
cargo. "A única novidade que temos é que a
juíza que conduzia o caso está de férias.
Ela tem que voltar para se manifestar em
relação ao impedimento de continuar no
caso", completa Duarte.
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