DIÁRIO DO GRANDE
ABC
- 20/11/2007
por Rodrigo Cipriano
Pai de juíza pede exoneração do cargo
O pai da juíza
Maria Laura de Assis Moura, da 1ª Vara da
Fazenda Pública de São Bernardo, pediu
exoneração do cargo que ocupava na Shama
(Secretaria de Habitação e Meio Ambiente) após
denúncia feita pelo Movimento SOS Chácara
Silvestre que levanta a suspeita de que ele
pudesse ter influência nas sentenças
proferidas por sua filha.
Antonio de
Pádua de Assis Moura era consultor de
regularização fundiária na Prefeitura de São
Bernardo. A polêmica teve início após sua
filha ter autorizado o início das obras da
construção de uma escola ambiental na Chácara
Silvestre que provocará a derrubada de 70
árvores. Após 11 dias, o Tribunal de Justiça
concedeu liminar suspendendo a decisão.
O recurso foi
elaborado pela promotora do Meio Ambiente de
São Bernardo, Rosângela Staurenghi. Antes da
execução da sentença, o Ministério Público já
havia pedido à juíza a reconsideração da
sentença, mas a decisão foi mantida por Maria
Moura.
OUTRO LADO
Procurado pelo Diário, Assis Moura afirmou que
jamais deu qualquer parecer sobre a Chácara
Silvestre e que não sabia que sua filha estava
à frente do caso.
Segundo assim
Moura, a decisão de deixar o cargo partiu dele
e não foi influenciada por qualquer tipo de
pressão.
O afastamento
do consultor foi publicado na edição do último
dia 16 do jornal Notícias do Município –
espécie de Diário Oficial da Prefeitura de São
Bernardo.
Mesmo com o
afastamento, o coordenador do movimento SOS
Chácara Silvestre, Paulismar Duarte, afirmou
que irá à Justiça pedir o impedimento da juíza
Maria Moura no julgamento das sentenças
relativas à Chácara Silvestre. |