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JORNAL ABCD MAIOR
- 16/11/2007
por Diego Sartorato
Pai da juíza é exonerado da Prefeitura de S.
Bernardo
Maria Laura
Tavares, que negou liminar contra a Escola
Ambiental, tinha parente na Prefeitura
Foto: Luciano Vicioni

Simone: havia algo errado na relação entre
Prefeitura e Justiça |
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A Prefeitura de São
Bernardo publicou no jornal Notícias do
Município desta sexta-feira (16) a
exoneração de Antonio de Pádua Assis
Moura, pai da juíza da 1ª Vara da Fazenda
Pública, Maria Laura Assis Moura Tavares.
A juíza foi responsável pela negação de
uma liminar do movimento SOS Chácara
Silvestre para impedir as obras da Escola
Ambiental no local, ao custo de 78 árvores
históricas da mata nativa.
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Na segunda
(12), o ABCD MAIOR publicou com
exclusividade a denúncia do movimento SOS
Chácara Silvestre de que o pai da Juíza
seria funcionário comissionado - ou seja,
com cargo de indicação - da Secretaria de
Habitação e Meio Ambiente de São Bernardo.
"Para nós, essa exoneração é sim uma
vitória. Demonstra que a decisão da juíza
de não nos conceder a liminar para impedir
as obras não foi imparcial", afirma o
coordenador do movimento, Paulismar
Duarte.
A
ambienalista e integrante do Conpahc
(Conselho de Defesa do Patrimônio
Histórico e Cultural de São Bernardo)
Simone Scifoni acredita que a exoneração
indica que "havia algo de errado mesmo na
relação entre a Prefeitura e a Justiça".
"Só espero agora que a nova liminar, do
STF, dure o suficiente para podermos salva
a Chácara".
Mesmo que a
juíza tenha negado a liminar ao movimento,
o SOS Chácara Silvestre conseguiu outra
liminar, no Supremo Tirbunal de Justiça,
para impedir a derrubada de árvores por
tempo indeterminado. |
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