DIÁRIO DO GRANDE
ABC
- 15/11/2007
por Luciana Yamashita
SOS Chácara Silvestre pede abertura de CPI
Representantes do
movimento SOS Chácara Silvestre estiveram
ontem na Câmara Municipal de São Bernardo para
pedir a abertura de uma CPI (Comissão
Parlamentar de Inquérito). O movimento quer a
investigação do valor das obras do Centro de
Cultura e Educação Ambiental.
O coordenador
do movimento, Paulismar Duarte, falou no
plenário e defendeu a investigação. “Queremos
o a CPI para apurar o acréscimo absurdo no
valor da obra. A inflação nos últimos dois
anos não passou de 8%, mas o custo da obra
teve aumento de 61,9%.”
A previsão
inicial de gastos da Prefeitura era de R$ 13
milhões, em 2005. O orçamento passou para R$
21,5 milhões.
Segundo o
coordenador, caso a Câmara não instaure a CPI,
o movimento apelará ao Judiciário.
O secretário de
Educação e Cultura do município, Admir Ferro,
afirmou anteontem que o valor da obra foi
resultado de concorrência pública e que venceu
o menor preço. Segundo ele, há dois anos,
havia apenas uma previsão dos custos da obra.
Anteontem, a
Justiça concedeu liminar em favor do
Ministério Público e suspendeu as obras da
escola na chácara.
A maior
polêmica é que o local é tombado pelo Compahc
(Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e
Cultural) e a Prefeitura prevê a retirada de
33 árvores, danificadas ou em final de vida.
Dessas, 29 são eucaliptos e quatro são
nativas. Além disso, 45 serão transplantadas
para outro espaço na chácara. Em reunião dia
1º de novembro, o Compahc manteve a aprovação
do manejo das árvores. |