REPÓRTER DIÁRIO - 13/11/2007
por Angela Martins

Liminar paralisa obras na Chácara Silvestre

 
O Tribunal de Justiça de São Paulo acatou a recomendação da promotora de Justiça para a área ambiental, Rosângela Staurenghi, que pede a paralisação das obras da Escola Ambiental de São Bernardo na Chácara Silvestre. O projeto da prefeitura causou polêmica porque prevê a retirada de 33 árvores e replantio de outras 45, sem garantia de sobrevivência.

De acordo com o despacho do desembargador Torres de Carvalho, a paralisação é necessária devido à “dificuldade de reposição da área verde”. Os trabalhos devem ser interrompidos até a decisão da Câmara Ambiental de São Paulo, que tem uma reunião marcada para o dia 29 de novembro.

Segundo nota oficial da Secretaria de Educação e Cultura de São Bernardo, o órgão não recebeu, até o momento, qualquer documento do Tribunal. A prefeitura também informa que já havia paralisado as obras na Chácara Silvestre no dia 7 de novembro, atendendo a recomendação da promotora Rosangela Staurenghi.


Afastamento
A decisão contraria o parecer da juíza Maria Laura de Assis Moura Tavares, que havia negado a liminar para suspensão das obras movida pelo Movimento SOS Chácara Silvestre. Agora, o grupo ambientalista entrará na Justiça para afastar a juíza do caso.

“O problema é que o promotor público aposentado Antonio de Pádua Assis Moura, que foi nomeado como consultor da prefeitura pela Shama (Secretaria de Habitação e Meio Ambiente) no dia 27 de setembro é pai da juíza”, afirma Paulismar Duarte, representante do Movimento SOS Chácara Silvestre.