Rádio ABC - 01/11/2007
por Caroline Terzi


Com ação judicial negada, Movimento SOS Chácara Silvestre afirma não desistir da preservação do local

Em mais uma tentativa de reverter a construção de uma escola ambiental e um museu na Chácara Silvestre, no Jardim Palermo, em São Bernardo, os defensores da causa, estiveram na manhã desta quinta-feira ressaltando aos membros do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural a importância da preservação.

O Movimento, juntamente com o apoio dos moradores, aproveitou a reunião realizada pelo Compahc para solicitar que seja anulada a decisão da derrubada de cerca de 70 árvores para a realização das obras.

O texto original do projeto, de fevereiro, previa a derrubada de 341 árvores, inclusive as centenárias.

Mas após manifestações e audiência pública realizada no dia 26 de setembro, a proposta da planta da escola foi reformulada e apresentou redução no desmatamento.

Os manifestantes não se conformam com a medida.

O movimento encontrou os portões da Chácara fechados com o aviso de que devido às obras, o serviço de Patrimônio Histórico não atenderia ao público.

Portanto a entrada dos manifestantes foi barrada, o que gerou revolta na população.

A manifestação contou com exposição de cartaz e carro de som.

A chegada de um trator e uma carreta no local deixou os manifestantes revoltados.

Na voz do estudante Gustavo Wenceslau, reprovando a situação, os moradores formaram uma corrente humana para impedir a entrada dos veículos. “Não tem nada aprovado ainda, esses tratores não vão entrar na Chácara Silvestre”.

O movimento S.O.S Chácara Silvestre moveu ação judicial solicitando a suspensão de obras do desmatamento do local mas o pedido foi negado pela juíza Maria Luara de Assis Moura.
O representante do movimento S.O.S Chácara Silvestre, Paulismar Duarte, afirma que os manifestantes não irão desistir. “A promotora do Meio Ambiente, Rosângela Staurenghi disse que protocolou na terça-feira pedido de negociação e o nosso advogado vai fazer a mesma coisa, e vai entrar a semana que vem solicitando a reconsideração da posição da juíza. Se ela mantiver a posição, nós iremos recorrer para outras instâncias”.

Na próxima quarta-feira acontece encontro entre os manifestantes na Casa da Comunidade que fica na Rua Benedito Luiz Rodrigues, nº 690, às 19h no Jardim Palermo.