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INÍCIO DO SÉCULO
20
O major Benedito Cesário do Nascimento, então proprietário
da chácara, derruba parte da vegetação nativa para plantar
eucaliptos. O objetivo era vender lenha aos carvoeiros das
colônias.
DÉCADA DE 1920
É construído o casarão que, anos depois, pertenceria ao
primeiro prefeito da cidade, o banqueiro Wallace Simonsen,
que assumiu o cargo logo após a emancipação política de
São Bernardo, em 30 de novembro de 1944. Todo o terreno da
Chácara Silvestre, que engloba ainda uma área de 13 mil
metros quadrados utilizada pelo destacamento da Cavalaria
da Polícia Militar, servia de casa de veraneio à família
de Simonsen.
1973
Para fins de preservação ambiental, a Prefeitura anuncia a
desapropriação do casarão, considerando Patrimônio
Histórico pelo Compahc (Patrimônio Histórico e Cultural de
São Bernardo).
1979
Prefeitura cria a Casa das Artes. Desde então, o espaço
sempre foi utilizado para fins culturais.
2002
Uma equipe da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP
(Universidade de São Paulo) desenvolve projeto que prevê a
construção de um centro de cultura e educação ambiental no
local, com plantio de 15 mudas para cada árvores nativa
derrubada e de dez para cada eucalipto retirado, só que em
outras áreas da cidade.
2005
O secretário especial de Assuntos Voltados à Comunidade,
Admir Ferro, decide não protelar mais o projeto e abre
licitação para que as obras tenham início no ano seguinte.
Durante o período, o acesso à Chácara Silvestre manteve-se
restrito ao Museu do Folclore. Orçado em R$13 milhões, o
empreendimento previa a construção, na área de 131 mil
metros quadrados, de um museu, uma escola de educação
ambiental, um palco para apresentações ao ar livre e de
trilhas para caminhadas, além de ser mantida a vegetação
existente no terreno. |
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2007
Admir Ferro, agora à frente da pasta de Habitação e Meio
Ambiente, anuncia o abate de 341 árvores na chácara para
realização das obras. Destas, 202 são nativas. Moradores e
ambientalistas passam a se mobilizar contra o corte.
Cálculos da geógrafa Simone Scifoni mostram que, se o
projeto for concretizado, a chácara perderá 25% de sua
área verde. Admir Ferro, por sua vez, se compromete a
transplantar parte das árvores seculares para outros
espaços e plantar 3.030 mudas antes da devastação.
Com isso,
o espaço, que conta hoje com 1.419 árvores, ficaria com
4.108, além de outras 1.390 que seriam plantadas em outros
pontos da cidade. Em janeiro, o Diário do Grande ABC
publicou uma carta aberta, na coluna Memória, questionando
a derrubada das árvores.
OUTUBRO DE 2007
A Prefeitura anuncia o início efetivo das obras, que
deverão ser concluídas no primeiro semestre de 2009.
1º DE NOVEMBRO DE
2007
Membros do movimento SOS Chácara Silvestre protestaram em
frente à área para tentar impedir a entrada de uma
retroescavadeira no jardim do casarão. Mas um trator
entrou e deu início às obras. Do lado de dentro,
conselheiros do Compahc aprovaram o projeto, atualmente
orçado em R$21 milhões.
12 DE NOVEMBRO DE
2007
A promotora do Meio Ambiente de São Bernardo, Rosângela
Staureghi, obtém liminar para a não-realização das obras
no parque, por questões ambientais e históricas.
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