A HISTÓRIA 
Fonte: Diário do Grande ABC - 14/11/2007
 
     

INÍCIO DO SÉCULO 20
O major Benedito Cesário do Nascimento, então proprietário da chácara, derruba parte da vegetação nativa para plantar eucaliptos. O objetivo era vender lenha aos carvoeiros das colônias.

 

DÉCADA DE 1920
É construído o casarão que, anos depois, pertenceria ao primeiro prefeito da cidade, o banqueiro Wallace Simonsen, que assumiu o cargo logo após a emancipação política de São Bernardo, em 30 de novembro de 1944. Todo o terreno da Chácara Silvestre, que engloba ainda uma área de 13 mil metros quadrados utilizada pelo destacamento da Cavalaria da Polícia Militar, servia de casa de veraneio à família de Simonsen.

 

1973
Para fins de preservação ambiental, a Prefeitura anuncia a desapropriação do casarão, considerando Patrimônio Histórico pelo Compahc (Patrimônio Histórico e Cultural de São Bernardo).

 

1979
Prefeitura cria a Casa das Artes. Desde então, o espaço sempre foi utilizado para fins culturais.

 

2002
Uma equipe da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (Universidade de São Paulo) desenvolve projeto que prevê a construção de um centro de cultura e educação ambiental no local, com plantio de 15 mudas para cada árvores nativa derrubada e de dez para cada eucalipto retirado, só que em outras áreas da cidade.

 

2005
O secretário especial de Assuntos Voltados à Comunidade, Admir Ferro, decide não protelar mais o projeto e abre licitação para que as obras tenham início no ano seguinte. Durante o período, o acesso à Chácara Silvestre manteve-se restrito ao Museu do Folclore. Orçado em R$13 milhões, o empreendimento previa a construção, na área de 131 mil metros quadrados, de um museu, uma escola de educação ambiental, um palco para apresentações ao ar livre e de trilhas para caminhadas, além de ser mantida a vegetação existente no terreno.

 

2007
Admir Ferro, agora à frente da pasta de Habitação e Meio Ambiente, anuncia o abate de 341 árvores na chácara para realização das obras. Destas, 202 são nativas. Moradores e ambientalistas passam a se mobilizar contra o corte. Cálculos da geógrafa Simone Scifoni mostram que, se o projeto for concretizado, a chácara perderá 25% de sua área verde. Admir Ferro, por sua vez, se compromete a transplantar parte das árvores seculares para outros espaços e plantar 3.030 mudas antes da devastação.

Com isso, o espaço, que conta hoje com 1.419 árvores, ficaria com 4.108, além de outras 1.390 que seriam plantadas em outros pontos da cidade. Em janeiro, o Diário do Grande ABC publicou uma carta aberta, na coluna Memória, questionando a derrubada das árvores.

 

OUTUBRO DE 2007
A Prefeitura anuncia o início efetivo das obras, que deverão ser concluídas no primeiro semestre de 2009.

 

1º DE NOVEMBRO DE 2007
Membros do movimento SOS Chácara Silvestre protestaram em frente à área para tentar impedir a entrada de uma retroescavadeira no jardim do casarão. Mas um trator entrou e deu início às obras. Do lado de dentro, conselheiros do Compahc aprovaram o projeto, atualmente orçado em R$21 milhões.

 

12 DE NOVEMBRO DE 2007
A promotora do Meio Ambiente de São Bernardo, Rosângela Staureghi, obtém liminar para a não-realização das obras no parque, por questões ambientais e históricas.

 

 

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