Diário do Grande ABC - 14/11/2007
por Luciana Yamashita


Tombado

O projeto é considerado polêmico por ser em um local tombado pelo Compahc (Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural) e prever a retirada de 33 árvores. No começo do ano, 341 árvores seriam derrubadas. Segundo a Prefeitura, 1.283 árvores serão plantadas no local para que haja uma compensação.

Em reunião no dia 1º de outubro, o Compahc votou parecer da conselheira Simone Scifoni, única a defender que árvores não sejam derrubadas, e manteve a decisão de aprovar o projeto. “Até agora, não achamos motivo que justificasse a suspensão das obras. Mas levamos em consideração o que foi apontado pela Simone”, diz a presidente do Compahc, Kátia de Castro Santos.

O SOS Chácara Silvestre, formado por moradores contrários à retirada das árvores, também entrou com recurso que pede a suspensão das obras no Tribunal de Justiça.

“É um paradoxo construir escola ambiental cortando árvores. É um desrespeito ao decreto federal e a documentos internacionais, como a Carta de Veneza, que determina que o entorno de locais tombados também não pode ser alterado”, defende o coordenador do movimento, Paulismar Duarte.