| |
|
|
|
ARTIGOS |
| |
|
Redação Vida
Vegetariana
01/04/2008 - 20h31 |
| |
Veganos se queixam de
campanhas pró-vegetarianismo com apelo sexual

Johnny Diablo é vegano há 24 anos, mora em Portland, Oregon, e
decidiu abrir uma casa de strip-tease diferente na cidade que abriga
centenas dessas casas de entretenimento. Em "Casa
Diablo
Gentlemen´s Club", as refeições com carne foram substituídas por pratos
a base de soja, e as dançarinas - em sua maioria vegetarianas - só usam
roupas de couro sintético.
"Meu único propósito no universo é salvar o máximo possível de criaturas
da dor e do sofrimento", declara Diablo. Mas seu empreendimento tem
recebido críticas, especialmente por parte dos veganos. "Táticas como
essa podem até despertar a atenção das pessoas com respeito à crueldade
para com os animais, mas pelos motivos errados", argumenta um vegano que
não se identificou.
Um outro exemplo do mesmo gênero acontece em Los Angeles, onde há quem
desaprove as Vegan Vixens, um grupo musical feminino que usa poucas
roupas em suas apresentações e funciona como uma versão ecologicamente
correta das Pussycat Dolls. Parte de seus shows são para arrecadar
fundos para grupos de defesa dos animais.
Há também quem critique as campanhas da famosa ong PETA, conhecida
internacionalmente por sempre chamar a atenção de todos mostrando alguma
cena de protesto em que alguém aparece nu.
Isa Chandra, autora de livros de culinária, está entre as pessoas que
desaprovam este tipo de campanha pró-vegetarianismo. "Como feminista,
não aprecio a idéia de que corpos femininos sejam usados para promover a
causa vegan, e não gosto da idéia de usar o veganismo para vender corpos
femininos", defende.
As pessoas adotam uma dieta livre de produtos de origem animal por
muitos motivos. Acreditam que ela seja mais saudável ou menos
prejudicial ao meio ambiente e podem ainda defender os direitos dos
animais.
A autora de The Sexual Politic of Meat, Carol Adams, diz que os direitos
da mulher e os direitos dos animais muitas vezes apresentaram
similaridades. "Muitas das feministas se tornaram vegetarianas", declara
Adams, que abandonou as carnes em 1974, enquanto vivia em uma comunidade
feminista em Cambridge, Massachusetts. Adams disse que as feministas
estiveram entre as primeiras praticantes modernas do vegetarianismo.
"Nos anos 70, muitas mulheres diziam que não queriam ser tratadas apenas
como carne. Daí a não querer comer carne, era um passo", explica.
A presidente do PETA, Ingrid Newkirk, diz que a sexualidade atrai mais a
atenção da sociedade do que qualquer outro tema. Ela diz ainda que usar
a sexualidade feminina para atrair atenção ao veganismo é só um dos
temas em debate na franca comunidade dos vegan. "Não é uma guerra civil,
mas apenas uma diferença de opinião que as pessoas resolvem
conversando", conclui.
LEIA
TAMBÉM
»
VegPorn mostra ensaios sensuais com vegetarianos
|
|
|
|