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Redação Vida Vegetariana
20/01/2009 - 01h12
 
     

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367 mil adolescentes americanos se intitulam vegetarianos; isso é 1 em cada 200
 

O vegetarianismo passou a ser tão popular nos últimos anos, que o governo americano decidiu por iniciar um estudo - uma espécie de censo - para calcular quantos adolescentes eram seguidores da dieta. O número foi bem elevado: 367 mil jovens se auto-intitularam vegetarianos - isso representa 1 em cada 200 adolescentes. O estudo ainda sugere que este número pode ser de quatro a seis vezes maior entre adolescentes mais velhos, já que estes tem um maior controle de sua própria dieta.

A pesquisa foi feita pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Um questionário foi enviado para os pais de 9 mil adolescentes menores de 18 anos, que o responderam pelos filhos.

Ainda segundo a pesquisa, a internet é uma das grandes incentivadoras dos adolescentes ao procurarem uma dieta mais saudável. Inúmeros vídeos postados no YouTube, por exemplo, com cenas de matadouros e crueldades com animais, levam os jovens a procurarem hábitos alimentares que não prejudiquem os bichos. Outro motivo que os levam a abandonarem as carnes, é o fato de uma alimentação o mais vegetal possível ser muito mais saudável.

"Minha mãe, meu padrasto e meu irmão não estão nada felizes com minha opção de ser vegetariana, então é difícil quando se é a única a seguir a dieta na família", declara a estudante Nicole Landrie, 16 anos. Ela diz que não escolhe sua escola pela cantina, mas se houvesse opções vegetarianas no cardápio, seria um diferencial.

Outro caso interessante é o da também estudante Niama Allen, 12 anos. "Sou vegetariana desde que nasci", conta. Um dia ela perguntou ao pai - um combatente na guerra do Vietnã - porque não havia carne nas refeições da família. "Ele me respondeu dizendo que não era certo matar animais somente pelo prazer de comê-los".

O estudo constatou ainda que a grande maioria dos vegetarianos são do sexo feminino, de classes sociais mais altas e que tenham descendência hispânica ou africana-americana.

Muitas universidades têm adotado opções livres de carnes. Entretanto, escolas de ensino fundamental e ensino médio só oferecem um tipo de salada, pastas e pizza. Resta a essas escolas refletirem sobre as mudanças no hábito alimentar dos jovens e passar a oferecer opções mais saudáveis em seus menus.



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