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367 mil adolescentes
americanos se intitulam vegetarianos; isso é 1 em cada 200

O
vegetarianismo passou a ser tão popular nos últimos anos, que o governo
americano decidiu por iniciar um estudo - uma espécie de censo - para
calcular quantos adolescentes eram seguidores da dieta. O número foi bem
elevado: 367 mil jovens se auto-intitularam vegetarianos - isso
representa 1 em cada 200 adolescentes. O estudo ainda sugere que este
número pode ser de quatro a seis vezes maior entre adolescentes mais
velhos, já que estes tem um maior controle de sua própria dieta.
A pesquisa foi feita pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos
Estados Unidos. Um questionário foi enviado para os pais de 9 mil
adolescentes menores de 18 anos, que o responderam pelos filhos.
Ainda segundo a pesquisa, a internet é uma das grandes incentivadoras
dos adolescentes ao procurarem uma dieta mais saudável. Inúmeros vídeos
postados no YouTube, por exemplo, com cenas de matadouros e crueldades
com animais, levam os jovens a procurarem hábitos alimentares que não
prejudiquem os bichos. Outro motivo que os levam a abandonarem as
carnes, é o fato de uma alimentação o mais vegetal possível ser muito
mais saudável.
"Minha mãe, meu padrasto e meu irmão não estão nada felizes com minha
opção de ser vegetariana, então é difícil quando se é a única a seguir a
dieta na família", declara a estudante Nicole Landrie, 16 anos. Ela diz
que não escolhe sua escola pela cantina, mas se houvesse opções
vegetarianas no cardápio, seria um diferencial.
Outro caso interessante é o da também estudante Niama Allen, 12 anos.
"Sou vegetariana desde que nasci", conta. Um dia ela perguntou ao pai -
um combatente na guerra do Vietnã - porque não havia carne nas refeições
da família. "Ele me respondeu dizendo que não era certo matar animais
somente pelo prazer de comê-los".
O estudo constatou ainda que a grande maioria dos vegetarianos são do
sexo feminino, de classes sociais mais altas e que tenham descendência
hispânica ou africana-americana.
Muitas universidades têm adotado opções livres de carnes. Entretanto,
escolas de ensino fundamental e ensino médio só oferecem um tipo de
salada, pastas e pizza. Resta a essas escolas refletirem sobre as
mudanças no hábito alimentar dos jovens e passar a oferecer opções mais
saudáveis em seus menus.
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