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Estudo japonês
afirma que soja reduz riscos cardíacos em mulheres
Um estudo japonês,
comandado pelo Ministério da Saúde daquele país, demorou 13 anos para
chegar a uma conclusão: a soja reduz os riscos de doenças cardíacas em
mulheres. Isso se dá pela grande quantidade de isoflavona e vitamina E
presentes no grão.
Em 1990 os testes começaram
com 40.462 japoneses de ambos os sexos, com
idades entre 40 e 59 anos, e que não fossem vítimas de câncer, nem de
doenças cardíacas. Homens e mulheres foram divididos em cinco grupos, em
função da quantidade de soja consumida diariamente.
O estudo mostrou que o risco de apoplexia ou de crise cardíaca era de 0,39
nas mulheres que consumiram mais soja, contra 1 para aquelas que
consumiram a menor quantidade. A diferença é ainda maior - de 0,25 para 1
- no grupo das que já estão na menopausa.
Em contrapartida, a pesquisa não expôs nenhuma grande alteração entre os
cinco grupos masculinos.
As mulheres que registraram o menor risco de desenvolver problemas
cardíacos consumiam, por dia, o equivalente a 45 gramas de natto (soja
fermentada) ou cerca de 100 gramas de tofu (queijo de soja).
Outros elementos, como as algas, por
exemplo, somadas à soja, também contribuem para aumentar as defesas do
organismo, destacou Yoshihiro Kokubo, pesquisador do Centro Nacional
Cardiovascular, citado pelo jornal "Asahi".
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