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Redação Vida Vegetariana
  31/08/2008 - 23h29
 
     

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Bem-estar e abate de animais são discutidos em matéria da Revista da Folha
 

A Revista da Folha, do jornal Folha de São Paulo, publicou neste domingo(31.08) uma edição em que trata somente das questões relacionadas ao bem-estar e ao consumo de animais.

A matéria inicia com o chamado "abate humanitário" que, numa parceria do Ministério da Agricultura com a ong WSPA(sediada em Londres), irão iniciar a partir de outubro o treinamento de veterinários e zootecnistas, para que os mesmos estejam aptos a percorrerem abatedouros brasileiros a fim de incentivar e fiscalizar o abate humanitário. Esse tipo de tratamento visa o menor sofrimento possível ao animal, desde o transporte da fazenda ou granja até o abatedouro.

Segundo informações da reportagem, desde 1995 o Estado de São Paulo é obrigado a seguir políticas de bem-estar para com os animais, porém de carne clandestina chega a 60% nas áreas mais pobres, onde o abate é feito de forma cruel.

Participam da matéria da Revista da Folha o conhecido nutricionista vegetariano George Guimarães e Nina Rosa. Guimarães acha que o abate humanitário tem apenas "interesses comerciais e perpetua a exploração[dos animais] porque cria na população a falsa impressão de que eles têm uma vida digna. Nina, que mantém um instituto de apoio aos animais que leva o seu nome, concorda com o nutricionista dizendo que esse tipo de abate é uma "anestesia na consciência".

PROBLEMAS AMBIENTAIS
São apresentados dados de órgãos oficiais como da FAO(Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), em que diz que as criações de animais para o consumo humano é uma das maiores causas de problemas ambientais, incluindo o aquecimento global, degradação da terra, poluição das águas e do ar e perda da biodiversidade.

Para finalizar, o texto diz que na prática a idéia de abate humanitário é interessante, tendo até o apoio de algumas ongs de proteção aos animais, já que por ora não é possível fazer todas as pessoas se converterem ao vegetarianismo. Contudo deixa uma discussão em aberto: o brasileiro não possui ferramentas para saber, na hora da compra, se aquela carne obedeceu às normas "humanitárias", como já acontece na Europa e em algumas regiões dos Estados Unidos.


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