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Bem-estar e abate de
animais são discutidos em matéria da Revista da Folha

A
Revista da Folha, do jornal Folha de São Paulo, publicou neste
domingo(31.08) uma edição em que trata somente das questões relacionadas
ao bem-estar e ao consumo de animais.
A matéria inicia com o chamado "abate humanitário" que, numa parceria do
Ministério da Agricultura com a ong WSPA(sediada em Londres), irão
iniciar a partir de outubro o treinamento de veterinários e zootecnistas,
para que os mesmos estejam aptos a percorrerem abatedouros brasileiros a
fim de incentivar e fiscalizar o abate humanitário. Esse tipo de
tratamento visa o menor sofrimento possível ao animal, desde o
transporte da fazenda ou granja até o abatedouro.
Segundo informações da reportagem, desde 1995 o Estado de São Paulo é
obrigado a seguir políticas de bem-estar para com os animais, porém de
carne clandestina chega a 60% nas áreas mais pobres, onde o abate é
feito de forma cruel.
Participam da matéria da Revista da Folha o conhecido nutricionista
vegetariano George Guimarães e Nina Rosa. Guimarães acha que o abate
humanitário tem apenas "interesses comerciais e perpetua a
exploração[dos animais] porque cria na população a falsa impressão de
que eles têm uma vida digna. Nina, que mantém um instituto de apoio aos
animais que leva o seu nome, concorda com o nutricionista dizendo que
esse tipo de abate é uma "anestesia na consciência".
PROBLEMAS AMBIENTAIS
São apresentados dados de órgãos oficiais como da FAO(Organização
das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), em que diz que as
criações de animais para o consumo humano é uma das maiores causas de
problemas ambientais, incluindo o aquecimento global, degradação da
terra, poluição das águas e do ar e perda da biodiversidade.
Para finalizar, o texto diz que na prática a idéia de abate humanitário
é interessante, tendo até o apoio de algumas ongs de proteção aos
animais, já que por ora não é possível fazer todas as pessoas se
converterem ao vegetarianismo. Contudo deixa uma discussão em aberto:
o brasileiro não possui ferramentas para saber, na hora da
compra, se aquela carne obedeceu às normas "humanitárias", como já
acontece na Europa e em algumas regiões dos Estados Unidos.
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