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Artistas brasileiros
posam nus em prol do meio ambiente; protesto
contra pesca predatória e casacos de pele são os principais
Veja fotos da
campanha
A revista Criativa, da Editora Globo,
deste mês, iniciou uma campanha em prol do meio ambiente e dos animais.
Artistas globais toparam posar nus, em cenários diversos, para lutar por
uma maior consciência da população em relação aos cuidados com o
planeta.
Além de citar a importância da reciclagem com os apresentadores do
humorístico CQC, da TV Bandeirantes, uma das fotos que mais chama a
atenção é a da atriz Anna Sophia Folch, 23 anos, que também é
vegetariana e posou contra o uso de casacos de pele.
Confira um trecho da campanha:
Contra os casacos de pele
A edição de agosto da revista Vogue francesa trouxe um ensaio de moda
controverso. Fotografada por Mario Testino, a modelo brasileira Raquel
Zimmermann surge em diferentes cenários vestindo casacos de pele, dedo
em riste em uma das imagens, enquanto ativistas empunham placas
reprovando a atitude. O caricato editorial até pode ter vangloriado o
artigo de luxo, mas voltou a colocar em discussão o uso da pele e também
a incansável luta dos defensores dos animais. A cada inverno, um número
crescente de grifes dão de ombros para a causa e levam às passarelas
roupas feitas com pele. Segundo a Associação Britânica do Comércio de
Peles, as vendas desse tipo de produto aumentaram 20% em relação ao ano
passado. 'Qualquer um que use pele hoje mostra um completo desrespeito
aos animais e ao meio ambiente', afirma Michael McGrow, diretor da Peta
(Pessoas pela Ética no Tratamento de Animais), a organização que luta
pelos direitos dos bichos. Os produtos químicos utilizados para
conseguir o resultado final foram classificados pelo National
Environment Protection Bureau (Departamento de Proteção Nacional do Meio
Ambiente) como altamente poluentes. 'Se para ser contra o uso um motivo
não era suficiente, agora temos dois', diz McGrow.
Mas até que ponto ter um artigo desse
vale a pena? Para circular por aí com um casaco é necessário, por
exemplo, sacrificar 200 chinchilas. Para comercializá-los, vários países
exigem um certificado garantindo que os animais são especialmente
criados para esse fim e mortos de forma correta - se é que há uma forma
correta de matá-los. No Brasil, todos os casacos devem passar por uma
inspeção do Ibama antes de irem para as lojas. Mas o selo divide
opiniões sobre a questão, pois o que serve de justificativa e alívio de
consciência para alguns causa indignação em outros, que alegam que o
animal é morto com o mesmo objetivo: o consumo desnecessário. Afinal, a
pele é arrancada e o resto que sobra do animal vai direto para o lixo.
Mesmo depois da criação do documento, lugares clandestinos comercializam
e sacrificam esses bichos com crueldade, como a fazenda chinesa que
aparece em um vídeo divulgado no site da Peta. 'Nosso trabalho é mostrar
para as pessoas a realidade que está por trás de um lindo casaco de
pele', afirma o diretor.
Veja mais diretamente no
site da revista.
Veja fotos da
campanha
NA FOTO, A ATRIZ DANIELE SUZUKI, PROTESTA CONTRA O AQUECIMENTO GLOBAL.
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