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Em entrevista à uma
revista, ministro do STF declara ser vegetariano desde os 15 anos

A revista Época desta
semana traz uma matéria sobre Carlos Ayres Britto, ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF).
Britto se tornou vegetariano aos 15 anos de idade, quando chegou a
conclusão de que
não é necessário abater um
animal, sacrificá-lo, para que seu alimento seja feito todos os dias.
“Mudar um hábito sem mudar
uma pessoa é algo penoso, um sacrifício”, diz Ayres Britto. “Mas para a
pessoa transformada é fácil: tudo se encaixa”.
Aos 65 anos de idade, quando questionado se sente falta de se alimentar
de carne, o ministro do STF
é claro:
“Não. Quando você
experimenta a democracia, faz uma viagem sem volta, não é?”, diz Ayres
Britto. “Quando você experimenta o vegetarianismo é a mesma coisa”.
Carlos Ayres é autor de 11 livros, sendo 6 de poesias,
é o ministro do STF que
exerce no momento a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De
acordo com o diretor-executivo da ONG Transparência Brasil, Claudio
Weber Abramo, Ayres Britto é o responsável por mudanças que aumentaram a
transparência das eleições. Um exemplo é a norma sobre as declarações de
bens. Até este ano, candidatos de vários Estados enviavam listas com seu
patrimônio incompletas, sem os valores dos bens, e não eram punidos por
isso. Era uma espécie de regalia concedida por alguns Tribunais
Regionais Eleitorais, como o do Piauí e o da Paraíba. Antes das
eleições, Ayres Britto estabeleceu uma norma que unificou a legislação.
Todos os candidatos foram obrigados a declarar o valor de cada imóvel,
carro ou terreno comprado ao longo dos anos.
Recentemente, Ayres Britto votou pelo fim do nepotismo, a praga de
empregar parentes em cargos públicos de confiança, e pela proibição da
candidatura de políticos com ficha suja.
Em um futuro próximo, o
ministro terá pela frente outro processo controverso: uma ação que
defende a aplicação dos benefícios das uniões estáveis para os casais
homossexuais.
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