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Redação Vida Vegetariana - com informações da Época
10/11/2008 - 14h16  
  Atualizada em 18/11/2008 - 21h03
 
     

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Em entrevista à uma revista, ministro do STF declara ser vegetariano desde os 15 anos
 

A revista Época desta semana traz uma matéria sobre Carlos Ayres Britto, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Britto se tornou vegetariano aos 15 anos de idade, quando chegou a conclusão de que
não é necessário abater um animal, sacrificá-lo, para que seu alimento seja feito todos os dias. “Mudar um hábito sem mudar uma pessoa é algo penoso, um sacrifício”, diz Ayres Britto. “Mas para a pessoa transformada é fácil: tudo se encaixa”.

Aos 65 anos de idade, quando questionado se sente falta de se alimentar de carne, o ministro do STF
é claro: “Não. Quando você experimenta a democracia, faz uma viagem sem volta, não é?”, diz Ayres Britto. “Quando você experimenta o vegetarianismo é a mesma coisa”.

Carlos Ayres é autor de 11 livros, sendo 6 de poesias,
é o ministro do STF que exerce no momento a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com o diretor-executivo da ONG Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo, Ayres Britto é o responsável por mudanças que aumentaram a transparência das eleições. Um exemplo é a norma sobre as declarações de bens. Até este ano, candidatos de vários Estados enviavam listas com seu patrimônio incompletas, sem os valores dos bens, e não eram punidos por isso. Era uma espécie de regalia concedida por alguns Tribunais Regionais Eleitorais, como o do Piauí e o da Paraíba. Antes das eleições, Ayres Britto estabeleceu uma norma que unificou a legislação. Todos os candidatos foram obrigados a declarar o valor de cada imóvel, carro ou terreno comprado ao longo dos anos.

Recentemente, Ayres Britto votou pelo fim do nepotismo, a praga de empregar parentes em cargos públicos de confiança, e pela proibição da candidatura de políticos com ficha suja.
Em um futuro próximo, o ministro terá pela frente outro processo controverso: uma ação que defende a aplicação dos benefícios das uniões estáveis para os casais homossexuais.