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Redação Vida Vegetariana
  15/07/2008 - 08h58
 
     

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Empresas ganham prêmio por se comprometerem a não utilizar ovos de granjas cruéis
 

Empresas portuguesas como Biocoop e Biomiosótis, e multinacionais como Unilever e McDonald's receberão nesta terça-feira, em Lisboa, o prêmio "Bons Ovos", numa cerimônia realizada com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

Os prêmios serão oferecidos pela Compassion in World Farming(Compaixão no Mundo das Fazendas), às empresas que não compram ovos de granjas que maltratam as galinhas ou que se propuseram a fazê-lo até o ano de 2012.

"Os vencedores dos prêmios “Bons Ovos” abandonarão os ovos de galinhas criadas em gaiolas em todos os tipos de produtos; desde os bolos e molhos, até maionese", declara Bárbara Dias Pais, coordenadora de campanhas para o Sul da Europa da Compassion in World Farming. Ainda segundo Bárbara, os consumidores que procuram ovos produzidos de forma ética, poderão finalmente encontrá-los nos produtos destas empresas.

Através dos prêmios atribuídos neste ano a cerca de 50 empresas européias, cerca de 10 milhões de galinhas chocadeiras serão libertadas das gaiolas, elevando-se para mais de 15 milhões o número de galinhas soltas desde a criação dos prêmios "Bons Ovos".


BEM-ESTAR DAS GALINHAS
A tendência crescente da procura de ovos produzidos de forma não cruel poderá deixar para trás os mais de 3⁄4 de produtores europeus que continuam a usar gaiolas entre galinhas chocadeiras.

Se em países como a Áustria, onde a maior parte das galinhas são criadas ao ar livre, 30% ainda continuam em gaiolas, em Portugal e Espanha a porcentagem eleva-se para 98%.

Embora os consumidores portugueses manifestem cada vez mais o desejo de adquirir ovos de galinhas não criadas em gaiolas, Portugal ocupa o último lugar (em conjunto com a Espanha) no quadro da liga de produção de ovos ao "ar livre".

No entanto, o anúncio de hoje mostra que a indústria alimentar está a abandonar as gaiolas e quer mais ovos produzidos de forma não cruel.


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