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Arnaldo Jabor comenta
os impactos da dieta centrada na carne para o planeta

Conhecido nacionalmente pelas fortes
opiniões, o comentarista da Rede Globo, Arnaldo Jabor, expressou sua
opinião a respeito do impacto que a dieta centrada na carne oferece ao
nosso planeta.
Durante seu comentário na Rádio CBN, das organizações Globo, Jabor
ressalta dados importantes. Diminuir o consumo de carne, reduz em 10% a
emissão de gases do efeito estufa e ainda, economiza US$20 trilhões nos
custos para lutar contra as mudanças climáticas.
OUÇA AGORA: Arnaldo Jabor, para a Rádio CBN
Abaixo, a íntegra do comentário.
"Amigos ouvintes,
A humanidade está um nó difícil de desatar. Eu falo da economia?
Não. Eu falo das guerras? Não. Eu falo
de ecologia.
Ah, trata-se do desmatamento da Amazônia? Não.
Nem do futuro racionamento de água, também não. Eu leio nos jornais que
uma das causas mais perigosas do efeito estufa, do aquecimento global, é
a nossa dieta de carne vermelha. Isso está escrito: temos que comer, no
máximo, 400 gramas por semana, de carne. Ou seja, quase nada. Por que?
Bem, se essa dieta for adotada no mundo todo, diminuindo o
consumo de carne, os especialistas calculam que haveria uma redução de
mais de 10% na emissão de gases estufa, o que traria também uma economia
de US$20 trilhões nos custos de luta contra as mudanças climáticas.
Em primeiro lugar, porque se diminuirmos a ingestão de carne bovina,
ovina ou suína, a criação extensiva de animais diminuiria, porque o
consumo também baixaria, assim haveria muito mais terra ocupada por
vegetação anti-poluente, que consome o CO2. Além disso, e é aí que mora
o nosso absurdo planeta, haveria também uma diminuição na emissão de gás
metano, que os animais produzem em seus intestinos e que é espalhado na
atmosfera.
Os cientistas calculam que tem que cair muito essa emissão de gases para
evitar graves alterações climáticas como secas e elevação do nível dos
mares.
É um beco sem saída. Se comermos muita carne, morrem as florestas e
mais: os rebanhos aumentam. E, senhores, com a licença da palavra, os
"puns" dos bois e vacas farão uma crescente sinfonia de gases, sufocando
o planeta. Ou seja, depois de milênios de lutas, esforços, guerras, paz,
grandes invenções, a arte, a cultura, a ciência, a razão, todos os
orgulhos da humanidade, tudo isso poderá ser destruído pelos "puns",
isso, "pum, pum, pum", para lá, "pum pum".
Quem diria... Achávamos que acabaríamos em guerra total e ataques de
ETs, ou queda de asteróides... Não, seremos destruídos, entre outras
besteiras humanas, pelos "punzinhos" e inocentes boizinhos. Aliás,
pensando bem, a humanidade não merece muito mais que isso."
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