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Redação Vida Vegetariana
13/02/2009 - 17h19
 
     

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Arnaldo Jabor comenta os impactos da dieta centrada na carne para o planeta
 

Conhecido nacionalmente pelas fortes opiniões, o comentarista da Rede Globo, Arnaldo Jabor, expressou sua opinião a respeito do impacto que a dieta centrada na carne oferece ao nosso planeta.

Durante seu comentário na Rádio CBN, das organizações Globo, Jabor ressalta dados importantes. Diminuir o consumo de carne, reduz em 10% a emissão de gases do efeito estufa e ainda, economiza US$20 trilhões nos custos para lutar contra as mudanças climáticas.

  OUÇA AGORA: Arnaldo Jabor, para a Rádio CBN


Abaixo, a íntegra do comentário.


"A
migos ouvintes,

A humanidade está um nó difícil de desatar. Eu falo da economia? Não. Eu falo das guerras? Não. Eu falo de ecologia.

Ah, trata-se do desmatamento da Amazônia? Não. Nem do futuro racionamento de água, também não. Eu leio nos jornais que uma das causas mais perigosas do efeito estufa, do aquecimento global, é a nossa dieta de carne vermelha. Isso está escrito: temos que comer, no máximo, 400 gramas por semana, de carne. Ou seja, quase nada. Por que?

Bem,
se essa dieta for adotada no mundo todo, diminuindo o consumo de carne, os especialistas calculam que haveria uma redução de mais de 10% na emissão de gases estufa, o que traria também uma economia de US$20 trilhões nos custos de luta contra as mudanças climáticas.

Em primeiro lugar, porque se diminuirmos a ingestão de carne bovina, ovina ou suína, a criação extensiva de animais diminuiria, porque o consumo também baixaria, assim haveria muito mais terra ocupada por vegetação anti-poluente, que consome o CO2. Além disso, e é aí que mora o nosso absurdo planeta, haveria também uma diminuição na emissão de gás metano, que os animais produzem em seus intestinos e que é espalhado na atmosfera.

Os cientistas calculam que tem que cair muito essa emissão de gases para evitar graves alterações climáticas como secas e elevação do nível dos mares.

É um beco sem saída. Se comermos muita carne, morrem as florestas e mais: os rebanhos aumentam. E, senhores, com a licença da palavra, os "puns" dos bois e vacas farão uma crescente sinfonia de gases, sufocando o planeta. Ou seja, depois de milênios de lutas, esforços, guerras, paz, grandes invenções, a arte, a cultura, a ciência, a razão, todos os orgulhos da humanidade, tudo isso poderá ser destruído pelos "puns", isso, "pum, pum, pum", para lá, "pum pum".

Quem diria... Achávamos que acabaríamos em guerra total e ataques de ETs, ou queda de asteróides... Não, seremos destruídos, entre outras besteiras humanas, pelos "punzinhos" e inocentes boizinhos. Aliás, pensando bem, a humanidade não merece muito mais que isso."