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Fonte: Revista Veja
 
Partigo verde
Os vegans não comem nem consomem nada que tenha origem animal - de ovos e carne a calçados de couro e produtos testados em cobaias. Para eles, homens e animais têm os mesmos direitos.
 
"Ser vegan", define o micro-empresário Christopher Silva, de 30 anos, "é aceitar que os animais têm o mesmo direito a vida que nós". Os vegans apóiam o crescimento da agricultura sustentada e buscam o fim do consumo de alimentos de origem animal, como ovos e laticínios, e de produtos e bens ligados à exploração cruel dos bichos. Entre eles, roupas e calçados de couro, lã e seda, além de produtos químicos como remédios e cosméticos testados em cobaias.

  STRAIGHT-EDGE
O termo vegan (lê-se vigan) vem do inglês vegetarian (vegetariano). A primeira sociedade desse tipo teria surgido em 1944, na Inglaterra, e chegado aos EUA em 1960. Hoje, em diversos países são organizados congressos e festivais. Por meio de personalidades que se declaram adeptas, o vegetarianismo tem conquistado a mídia. Chegou ao Brasil nos anos 90, importado pelo movimento straight-edge e conta nos dias atuais com eventos como as Verduradas, em São Paulo e "alguns milhares de adeptos", segundo Christopher. Ruy Fernando Cavalheiro, de 29 anos, advogado e integrante da banda de hardcore No Violence, é vegan há sete e vegetariano há 13 anos. Diz que sua saúde melhorou depois que parou de comer carne. "Hoje, é muito difícil eu ficar doente, e me sinto muito mais disposto". Diferentemente do que possa parecer, vegans como Christopher e Ruy não tentam catequizar os humanos carnívoros. "Não posso ter raiva de quem come carne, porque ainda está na ignorância. O conceito de liberação animal ainda engatinha na humanidade, mas é lógico, sincero e tem a ver com a nossa perpetuação como espécie", finaliza Ruy.