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Fonte: globo.com/maisvoce  -  Programa Mais Você / Rede Globo
  Comer ou não comer carne?

As opiniões de médicos e nutricionistas ainda divergem. Para tomar uma decisão, é preciso manter-se informado sempre!

É necessário comer carne
Semíramis Martins é formada em nutrição e realiza pesquisas sobre ferro e zinco nos alimentos, inclusive a carne.

Ela explica que muita gente desconhece a importância do consumo de carne bovina. Adultos e crianças precisam consumir carne diariamente ou pelo menos duas vezes por semana.

A nutricionista lembra que o consumo diário de uma porção de 100 g de carne (um bife) supre entre 20% e 35% as necessidades diárias de ferro e de 35% e 45% das necessidades de zinco do organismo.

Pesquisas mostram que a melhor forma de consumo da carne é a cozida. Já foi comprovado que a carne tostada traz risco de tumores. Semíramis também diz que outros estudos mostram que o excesso de consumo de carne numa dieta desequilibrada pode aumentar o colesterol e o risco de doenças cardiovasculares. A professora também recomenda associar a carne com vegetais e legumes.


A carne é dispensável
Eric Slywitch é médico especialista em nutrologia e coordenador do Departamento de Medicina e Nutrição da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira).

Eric é um especialista em nutrição vegetariana. Ele é um estudioso no assunto e fala de inúmeras pesquisas e artigos que já foram publicados mundialmente sobre o não consumo de carne e os benefícios para a saúde de quem tem uma dieta vegetariana. O nutrólogo diz o seguinte:
- Os artigos de publicação científica apontam para uma menor incidência de inúmeras doenças crônicas em populações vegetarianas.
- A crença de que a dieta vegetariana é inadequada por ser carente é um erro decorrente da falta de estudo dos profissionais de saúde.
- A dieta sem carne é preconizada por inúmeras entidades científicas internacionais, como, por exemplo, a Associação Dietética Americana, e nutricionistas do Canadá.
- A revisão da literatura médica e nutricional, através de publicações internacionais, suporta cientificamente que seja preconizada a retirada da carne do cardápio ou, no mínimo que o seu consumo seja drasticamente reduzido.